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terça-feira, janeiro 20, 2009

Anónimo

Em 1980, fui a Monsanto e deparei com este senhor que não deixava de me olhar. Imóvel, e um rosto que não dava para perceber o que me queria transmitir.
Perguntei-lhe se o podia fotografar. Não obtive resposta, mas não resisti, e aqui estou a partilhar com todos a sensação que senti.


domingo, janeiro 18, 2009

A Figura

Figura tão querida das gentes do concelho de Penamacor e arredores. Palavras para que? Quem ainda se lembra?


quinta-feira, setembro 18, 2008

19 de Setembro de 1978/2008

Uma flor para quem faz anos neste dia.
Parabéns e muitos beijinhos.


sexta-feira, março 16, 2007

Natália Correia





1923-1993 - Escritora, poeta e ex-deputada portuguesa.


A minha homenágem:







Fiz um conto para me embalar




Fiz com as fadas uma aliança.
A deste conto nunca contar.
Mas como ainda sou criança.
Quero a mim própria me embalar.





Estavam na praia três donzelas.
Como três laranjas num pomar.
Nenhuma sabia para qual delas.
Cantava o príncipe do mar.





Rosas fatais, as três donzelas
A mão de espuma as desfolhou.
Nenhum soube para qual delas
O príncipe do mar cantou.

Natália Correia




"Só os medíocres sabem o que fazer com a vitória"

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

ZECA O CANTOR



Um dos mentores da canção de intervenção em Portugal, compositor/baladeiro notável, vítima de doença incurável, morre no hospital de Setúbal a 23 de Fevereiro de 1987.

Um ícone da Revolução dos cravos e de luta pela Liberdade, continua a ser lembrado por várias gerações como Homen simples e humilde e considerado um dos maiores nomes da música portuguesa.

A ouvir o álbum Venham mais cinco, como poderia ser outro qualquer, presto aqui a minha homenagem ao Zeca Afonso. Nunca é de mais recordar a sua obra e da-la a conhecer a quem ainda não a descobriu.

A 2 de Agosto de 1929, nasce em Aveiro, José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos.

De 1932 a 1937 vive em Angola com os pais e irmãos, onde se deslumbra com a imensidão africana que o vai marcar até ao fim da sua vida.

Regressa a Portugal em 1937, parte no mesmo ano para Moçambique e regressa novamente a Portugal no ano seguinte.

Em 1940 chega a Coimbra, passa pelas Repúblicas, onde conhece a amizade e a farra académica. Integra como estudante o Orfeão e a Tuna Académica da Universidade de Coimbra que o transporta em várias digressões novamente a África. O fado de Coimbra tanto lírico como o tradicional era superiormente interpretado por ele.

Grava em 1958 o seu primeiro disco "Baladas de Coimbra" e vai por aí afora... alguns dos seus discos.






20 anos depois ZECA, será sempre recordado como um resistente que conseguiu trazer para a música popular portuguesa e também pelas suas outras músicas, uma palavra de protesto antifascista ao regime.
OBRIGADO JOSÉ AFONSO